Me comprometi com algumas palavras
amor; verdade, liberdade, tempo, equilíbrio.
Quero me comprometer com mais
porque preciso.
Sinto uma conexão com palavras da mesma forma que um pintor com a sua tinta,
espiritual, mesmo que você não acredite em espírito.
As tenho tatuadas porque precisava tatuar
não são como um desenho, que tudo bem se não tiver significado
ela devem ter.
Foram criadas e projetadas justamente com esse objetivo.

Não consigo seguir uma religião
por falta de interesse, identificação e até mesmo preguiça de conhecer.
Então de certa forma criei meu próprio jeito de seguir as coisas que considero sagradas.
As tatuo na esperança de deixar o mais claro possível,
seja pra quem for,
o que me é realmente importante na vida.

Amor.
Verdade.
Liberdade.
Tempo,
duas vezes.
Paciência,
em forma de frase.
Equilíbrio,
apesar da má escolha de lugar.
As próximas serão
calma
e
empatia.
Porque agora não vejo nada que precise mais e nada que consiga reger a minha vida melhor.

A grande verdade é que não tenho a menor ideia de onde estou indo
ou pra que diabos estou indo
mas sei que vou.
à espera de que elas me guiem
e me lembrem sempre
de quem de fato sou.

Eu te perdi.
Mas tá tudo bem.
Eu acho.

Acho que nenhuma palavra vai me definir agora tão bem quanto saudade.
Entrei no teu tumblr, vi tuas fotos e lembrei de tudo. Lembrei da primeira foto que você me mandou, tirada da janela do teu quarto, com filtro do snapseed. Ninguém conhecia o vsco em 2014, e você não conhecia o quão bom era nessa coisa de tirar foto. Eu lembro de mostrar a  minha mãe e ela falar "meu genrinho vai longe, não solta dele nunca", mas como toda boa adolescente rebelde que não escuta a mãe, larguei.
Entrar no teu tumblr é uma experiência "peculiar" -palavra que você constantemente usava para me definir-, eu sei que já não te conheço tão bem mas tenho certeza do quão feliz ou apaixonado você tava em cada foto. Eu sei exatamente quais delas você realmente gosta e quais você se orgulha mais.
Mexer lá me machuca um tanto. Ver as fotos que você tirou dela e todo o sentimento por trás me faz pensar se algum dia ela já foi a sua peculiar. Aposto que sim, e espero que sim. Não por ser uma masoquista louca mas por saber que você mais que ninguém merece se apaixonar e ser feliz.
Acho que nunca consegui assumir isso pra ninguém e provavelmente é a primeira vez que assumo isso pra mim mesma, mas sinto tua falta. Sinto falta do teu riso tímido, do jeito que você fica puxando a blusa pra baixo e do quão implicante/palhaço consegue ser. Algumas vezes pensei em enfiar sua cabeça na privada? Sim, mas eram as melhores partes do meu dia.
Eu tô dois anos atrasada. Dois anos desde que terminei contigo e te magoei de jeito que nunca quis. Terminamos onde começamos, literalmente. E eu acho que mesmo nesse espaço de tempo eu nunca te agradeci pelo quão feliz você me fez, por todas as vezes que eu fiz um pouquinho de xixi nas calças e pela musiquinha do coco. Pelo dia que a gente ficou se encarando e falando "u ok bruh?" ou pelo Monstros S.A de madrugada. Nunca te agradeci por ter me aturado e ficado comigo mesmo quando eu sabia que tava sendo o famoso porre. Nunca te agradeci por ter me feito crescer e por me ensinar, verdadeiramente, o que é empatia.
Tem uma foto nossa que eu me recuso a apagar, a gente tá na casa do teu melhor amigo e você já usava cabelo raspado e barba. Alguma coisa tinha acontecido, mas a gente tava feliz. Era uma foto da gente fazendo careta, pra variar. Eu tinha acabado de cortar o cabelo e você tava pensando na sua próxima tatuagem, as always.
Dois anos juntos e agora dois anos separados.
Eu espero que você esteja genuinamente feliz.
Eu sempre vou te amar.
Obrigada.

Eu tinha tudo na minha mão.
Tudo que eu sempre quis.
E eu não enxergava.
Não enxergava a claridade
nas sombras
e a clareza
no ruído.
Não ouvia o som descompassado
daquele que sempre manteve o
ritmo.
Eu segurei nas minhas mãos
mesmo que desproporcionais
a única coisa que eu
sempre
quis.
E eu larguei
porque mesmo assim
mesmo que quisesse
não queria aquilo.
Sempre fui insatisfeita
e na teimosia que
me constitui
sempre serei.

Ele nunca vai ler isso.
Não que eu vá deixar escondido, guardado às 7 chaves, mas por simplesmente não se interessar. O desinteresse não é proposital, pelo menos acredito eu, é tudo consequência da vida cansativa que leva. Não tão cansativa ao ponto de realmente justificar sua falta de interesse, mas me machuca menos acreditar que sim.
Ele nunca vai ler isso.
Simplesmente porque não gosta do que escrevo. Ele acha minha escrita infantil, "bonitinha", por definição dele, o que me desanima, afinal, apesar de não acreditar que seja, isso me entristece. Nunca tive, ou sequer terei, a intenção de escrever magnificamente, sempre quis da forma mais acessível e palpável. Há aqueles que digam que o leitor tem que se educar para entender a mensagem, mas eu já acredito na frase que ouvi por toda a minha vida: "Você pode ter gritado a sua mensagem pra uma multidão, mas se uma pessoa não entender, você não disse nada.". Aprendi a escrever assim, e não seria quem sou sem essa mentalidade.
Ele nunca vai ler isso.
Digo porque sei que não vai procurar. Não vai querer saber de mim. Não vai se importar porque não me importei com ele, em sua cabeça, pelo menos. Porque beijei outro. E contei. Talvez você pense que deveria ter ficado quieta, afinal não namoramos e isso era tudo que eu achava que queria. Mas aquele dia foi que eu percebi que me faltava um verbo quando falava o que queria. Eu "achava", jamais tive certeza, e isso me parecia suficiente, mas lembrei que já errei por isso antes, e não posso me render ao mesmo erro duas vezes em nome de um achismo romântico. Errei, machuquei, e me arrependi. Não do ato em si, mas da minha inocência em deixar a história chegar a essa ponto.
Ele nunca vai ler isso.
Mas eu queria que lesse. Queria que soubesse ao menos uma parcela do que passa pela minha cabeça, e assim, talvez, me contaria o que passa na dele, ou mostraria. Porque apesar de ser uma grande fiel das palavras tenho uma certa dificuldade em acreditar quando saem de bocas que não conheço a mente.
Ele nunca vai ler isso.
Mas deveria se não mente quando fala de mim. Deveria porque preciso que saiba que nunca menti, e cheguei tão perto de o amar. Deveria porque preciso que entenda que agi racionalmente pela primeira vez em muito tempo. Porque não posso amar por agora. Porque não posso me magoar. Porque apesar de achar impulsos necessários, agora preciso do repouso. Repouso pra minha alma, mente e sanidade se alinharem e se entenderem. Preciso que entenda que preciso ser egoísta, e que essa é uma das tarefas mais difíceis da minha vida. Afinal, eu sou eu.  E apesar dele não saber isso, tudo que eu mais busco é amor e histórias sobre ele. Me privar disso é me privar de mim, mas se é o necessário pra que eu seja eu novamente, hei de fazer.
Mas ele nunca vai ler isso.

Sinto saudade de me sentir acolhida em braços conhecidos.
Sinto saudade de sentir que vale a pena.
Sinto saudade de dormir junto.
Saudade de rir.
De chorar.
Chorar de rir.

Sinto saudade de ter alguém como melhor amigo
e amante.
Sinto saudade de acordar sorrindo.
Sinto saudade de ir dormir sonhando.
De dançar junto como se nada mais importasse.
E gargalhar de perder ar.
E chorar de se sentir afogando.

Sinto saudade até de discutir
e perceber que não vale a pena se for pra perder
Sinto saudade de cafuné
E de nescau as 3h da manhã rindo por nada
De ser idiota
De me sentir idiota

Sinto saudade de me sentir completa sozinha
mas eu experimentei a droga do amor
e meu caro universo, que doce droga
Não me tirou o prazer estar só
mas me mostrou a maravilha que é estar a dois


.......